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1    José Carlos Martins

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

O Cônego José Carlos Martins (Alfenas, 3 de fevereiro de 1815 — Alfenas, 7 de fevereiro de 1904) foi um sacerdote católico brasileiro, político e empreendedor de Minas Gerais.

 Biografia

José Carlos Martins era filho natural de Venâncio José de Siqueira e de Delfina Custódia da Silveira, por esta, neto de João Martins Alfena, "O Velho", e de Ana Custódia da Silveira. João Martins Alfena, "O Velho", era filho de Francisco Martins Borralho e de Sebastiana Francisca Maciel, donde vem o sobrenome Maciel usado por alguns de seus descendentes. José Carlos Martins foi batizado a 15 de fevereiro de 1815 em Alfenas. Por ser a família abastada e de projeção social, foi exposto na casa dos irmãos João Martins Alfena, "O Moço", e Teresa Joaquina Maciel, seus tios, ambos irmãos de sua mãe.

Em Alfenas exerceu o ministério com muita competência e responsabilidade. Na década de 1920 do século XIX, ingressou nos estudos filosófico e teológico. Após a primeira tonsura, recebeu as ordens menores (ostiário, leitor, exorcista e acólito) no dia 26 de novembro de 1837, ano que se habilitou de "genere et moribus", em São Paulo, tendo sido ordenado subdiácono no mesmo dia 26 de novembro de 1837 e diácono no dia 21 de janeiro de 1838. Como diácono, freqüentou o coro da Sé, onde foi discípulo do Cônego Manuel Emídio Bernardes, chantre do Cabido de São Paulo, tendo se destacado no canto gregoriano.

A 1 de abril de 1838, foi ordenado presbítero, em São Paulo, por Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, sexto bispo paulopolitano. Assim tornou-se o primeiro padre nascido em Alfenas. Em 14 de junho de 1832 foi criada a Freguesia de São José dos Alfenas e o neo-sacerdote regressou à terra natal como coadjutor.

Foi cônego Honorário do Cabido da Sé de São Paulo, Cavaleiro e, depois, Comendador da Ordem de Cristo. Em 1857, recebe provisão de Vigário Colado. Foi vigário interino de Campestre, entre 1864 e 1865. Em 1873, tornou-se Vigário da Vara. Dotado de inteligência brilhante e de uma disposição inquebrantável para o trabalho, desejou e não poupou esforços para fazer de sua terra uma cidade pujante, criando diretrizes de urbanização como: mapeamento do povoado, calçamentos, princípio de saneamento e muitas outras. Em 1876, continuando seu projeto de empreender melhorias em sua terra, decidiu formar uma comissão para a construção de uma nova igreja matriz, contratando para tanto o engenheiro João Barbosa Rodrigues, diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, tendo sido lançada a pedra fundamental a 6 de agosto de 1876. A inauguração do templo ocorreu a 30 de setembro de 1883.

Tendo herdado, por testamento, uma grande quantidade de terras, gado e outros bens, era um homem abastado. Sua terras se estendiam de Alfenas às proximidades de Machado. Grande benfeitor do torrão natal, foi vendendo suas propriedades para incentivar o progresso da cidade e socorrer os necessitados. Durante todos os anos de seu paroquiato, além da disponibilidade constante para o cuidado espiritual de seu rebanho, não descuidou das obras sociais, tendo alimentado, vestido, socorrido com remédios e educado uma infinidade de desfavorecidos. Foi considerado o "Pai dos Pobres" em Alfenas.

Faleceu na cidade natal e foi sepultado com todas as honras que lhe eram devidas e com a presença de toda a população da cidade. Fazendo justiça e em demonstração de gratidão pelos seus feitos, a municipalidade deu o seu nome à a principal via pública do centro de Alfenas. Mais tarde, a 29 de janeiro de 1925, seus restos mortais foram transladados para o monumento-túmulo erigido em sua homenagem na Praça Getúlio Vargas, defronte à igreja matriz de São José e Dores, em Alfenas. Apesar da penosa situação de nascimento, o Cônego José Carlos Martins foi sacerdote virtuosíssimo, de castidade inconteste, de caridade exacerbada, de fé e piedade exemplares. Uma vida vivida plenamente na santidade, no amor a Deus, à Igreja e ao próximo.

É considerado pelos historiadores locais como a mais eminente personalidade histórica da cidade de Alfenas, tendo-lhe sido feitas significativas homenagens por parte das autoridades municipais, do clero e do povo de Alfenas, por ocasião do centenário de sua morte, a 7 de fevereiro de 2004.

 

Bibliografia

  • NOBRE, Eduardo Dias Roxo. A Sociedade do Padre Venâncio... Uma vocação familiar. In Revista da ASBRAP, Nº 5 –RUMOGRAF – Indaiatuba-SP – 1998.
  • FRANCO, Hiansen Vieira. O Clero Paulista no Sul de Minas – Passos-MG: Gráfica & Editora São Paulo; 2003.
  • AMATO, Marta. Povoadores dos Caminhos do Ouro, Volume 2 – Edição da autora – São Paulo – 2004.

 

   

2          Gabriel Monteiro da Silva,

um mineiro com alma de paulista

Suzana Lakatos

Embora nascido em plena região central de Minas Gerais, na cidade de Alfenas, o advogado Gabriel Monteiro da Silva ainda hoje pode ser considerado uma das personagens mais marcantes da advocacia paulista, com ativa participação na história política e social do Estado nas primeiras décadas do século XX. Seu gosto pelo Direito foi herdado do avô e do bisavô – ambos juristas de projeção e exemplos em que se espelhou quando resolveu transferir-se para São Paulo, a fim de concluir os estudos secundários e ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Filho de Elias Pio Monteiro da Silva e Olinta Ferreira Lopes, Gabriel nasceu em 17 de setembro de 1900 e, aos 20 anos, iniciou os estudos nas Arcadas. Durante o curso, trabalhou como revisor no jornal O Estado de São Paulo, foi repórter forense do Diário Popular e escriturário na Secretaria da Fazenda, cargo para o qual foi aprovado em primeiro lugar num concorrido concurso. Sempre descrito como alto, bem apessoado e gentil, seu carisma e a facilidade em fazer amigos desde cedo influenciaram os rumos de sua carreira, levando-o a dividir o amor pela advocacia com uma intensa vida pública.

Apenas um ano depois de formado, em 1924, ele se casou com Olga Ferreira da Rosa, com quem teve dois filhos – Alaor Augusto, que mais tarde também se tornaria advogado, e Rachel. Em 1923, ano de sua formatura, foi criado o poderoso Instituto do Café de São Paulo, do qual Gabriel Monteiro da Silva foi, primeiro, diretor secretário e, depois, consultor jurídico.

Em paralelo, exercia ativamente a advocacia, em uma banca montada com os irmãos na capital paulista. Adepto de primeira hora da Ordem dos Advogados, na qual se inscreveu em 1933, integrou a Comissão de Disciplina por dois mandatos consecutivos entre 1939 e 1943, sendo que, nos dois últimos anos, atuou também como tesoureiro da entidade. Sua trajetória na Comissão de Disciplina sempre foi considerada exemplar, pela combinação de severidade nos julgamentos com amabilidade na aplicação das penas.

Espírito participativo

Os primeiros anos da década de 40, aliás, foram de intensa atividade na vida de Gabriel Monteiro da Silva. Bom esportista e torcedor fanático do São Paulo Futebol Clube, ele jogava tênis todo final de semana no badalado Clube Harmonia, além de ser zagueiro no time de futebol do Paulistano. E assim, entre 1941 e 1945, acabou presidindo o Conselho Nacional de Desportos e atuando como diretor da Federação Paulista de Futebol.

Como se não bastassem essas atribuições, em junho de 1941, o então interventor de São Paulo, Fernando Costa, convidou-o a dirigir o Departamento das Municipalidades. O cargo permitiu-lhe pôr à prova suas habilidades administrativas no apoio às prefeituras do interior e rendeu-lhe grande projeção política. Tanto que, em 1946, foi convidado a assumir a chefia da Casa Civil do governo do marechal Eurico Gaspar Dutra.

Nessa época, era visto como sucessor natural de Dutra nas eleições seguintes para a Presidência da República. No entanto, nunca chegou a concorrer. Um trágico acidente de carro tirou-lhe a vida em dezembro de 1946. Gabriel Monteiro da Silva estava com 46 anos e viajava com um cunhado pela estrada Rio-Petrópolis, a caminho de um compromisso político. Depois de sua morte, São Paulo ainda prestaria homenagens a esse mineiro que adotara sua capital como palco de uma brilhante atuação em todas as áreas em que se envolvera: um pequeno município próximo de Araçatuba ganhou o nome de Gabriel Monteiro e a antiga rua Dona Hyppolita, onde o advogado morava, no Jardim Paulistano, foi rebatizada de alameda Gabriel Monteiro da Silva.

FONTE :  http://www2.oabsp.org.b


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