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História de Alfenas

Essa região pertencia à Freguesia de Cabo Verde.

8 de outubro de 1784, o Alferes José Martins Borralho obteve sesmaria, ao pé da Serra da Esperança, entre o Ribeirões Sapé e Águas Verdes.
1787, foi batizado o primogênito na Matriz de Cabo Verde, cujo o nome era Manuel.
1799, foi erguida uma pequena ermida, dedicada a Nossa Senhora das Dores, a qual foi demolida para dar lugar a uma Capela concluída em 1801, e que passou a ser denominada Capela de São José e Nossa Senhora das Dores.
22 de julho de 1805, foi feita a doação do patrimônio aonde encontra-se a atual Matriz.
7 de outubro de 1860, a Freguesia foi elevada a categoria de vila, como nome de Vila Formosa de Alfenas.
15 de outubro de 1860, a vila passou à categoria de cidade,com o nome de Formosa de Alfenas, e depois em 23 de setembro de 1871, simplificado para Alfenas, para não confundir com outra de mesma denominação, em Goiás. 
 

História do nome Alfenas

O toponímico Alfenas surgiu em referência a uma família pioneira do lugar. Conforme provou o já citado historiador Adilson de Carvalho, os membros da família Martins Alfena foram realmente os primeiros moradores do local onde surgiu a cidade de Alfenas, território então pertencente à Freguesia de Cabo Verde, em cujos livros da Matriz foram lançados, até fevereiro de 1801, todos os registros de batizados, casamentos e óbitos da região que constituiria depois a cidade de Alfenas. Os irmãos: José, Francisco, Joaquim, João e Antônio Martins Alfena, juntamente com o primo Francisco Martins Barbosa, foram os pioneiros do lugar. Em 8 de outubro de 1784, o Alferes José Martins Borralho obteve sesmaria, ao pé da Serra da Esperança, entre o Ribeirões Sapé e Águas Verdes.


1787, esta família já estava na região de Alfenas, quando, na Matriz de Cabo Verde, foi batizado Manuel, filho de Francisco Martins Barbosa e Ana Gertrudes de Oliveira. Em 1791, o Alferes José Martins Alfena e Bento Siqueira Leme fundaram a Fazenda Boa Vista e, neste mesmo ano, estavam batizando seus escravos na Capela das Candongas, em Três Pontas, onde os moradores do Bairro do Sapucaí também freqüentavam. Em 1794, já estabelecido na Fazenda Boa Vista, o Alferes José Martins Alfena levou ao batismo sua filha Teresa, sendo padrinho o Alferes Domingos Vieira e Silva, que naquele ano havia se mudado para a região do Bairro do Sapucaí e se estabelecido no vale do Muzambinho, pois em 1792 ainda consta como morador em Lavras, tendo, assim, chegado à região depois dos Martins Alfenas. É de se supor que o primeiro contato dos Martins Alfenas com Domingos Vieira e Silva tenha se dado em Aiuruoca, onde, residia sua primeira mulher Ana Vilela de Assunção e os pais desta e, provavelmente, foram os Martins Alfenas que estimularam Domingos a se mudar para a região do Sapucaí. Juntamente com os Martins Alfenas, foi fundamental a participação de Domingos Vieira e Silva na construção do arraial e da capela. O mesmo autor refere que, em 1799, fora erigida uma pequena ermida, dedicada a Nossa Senhora das Dores, a qual foi demolida para dar lugar a uma Capela concluída em 1801, e que passou a ser denominada Capela de São José e Nossa Senhora das Dores, do que se conclui a participação de José Martins Alfena e sua família, devotos de São José, na reconstrução do templo. Alguns pesquisadores julgam ter sido uma única construção. Em pouco tempo a capela já era conhecida por São José e Dores dos Alfenas. Aspásia Vianna Manso Vieira Ayer afirmou em seus artigos sobre a história de Alfenas ("Pioneiros Desconhecidos" – Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – Volume XX – Imprensa Oficial-BH-MG – 1986 e "A Igreja na História de Alfenas – A Fundação de Pedra Branca" – Imprensa Oficial-BH-MG – 1991 ) que no ano de 1799 foi construída a primeira capela, por portugueses imigrantes. De acordo com sua versão, a capela, construída em homenagem a "Nossa Senhora das Dores e São José", constituía o marco de uma sesmaria doada a Domingos Vieira e Silva pela Rainha de Portugal, D. Maria I, que foi chamada, pelo sesmeiro, de "Pedra Branca". José Nicodemos de Figueiredo, genealogista e historiador de Boa Esperança, Minas Gerais, provou que a sesmaria da Pedra Branca, recebida por Domingos Vieira e Silva localizava-se no atual município de Campos Gerais, estendendo-se até a divida de Três Pontas, e nunca esteve no território de Alfenas. Somente nas obras de Aspásia é que se encontra a designação São José e Dores da Pedra Branca.


Sobre a obra de Aspásia, historiadores e pesquisadores da Prefeitura de Alfenas afirmaram que "ao ler seu livro, ficaram-nos algumas interrogações, suas indicações bibliográficas não são precisas: muitas delas não nos permitem precisar as fontes em que se baseou e nem mesmo sua localização"(cf.http://www.alfenas.mg.gov.br/cidade/seculoxix.asp). Contudo, o único documento existente de doação de patrimônio data de 22 de julho de 1805 e refere-se a Francisco Siqueira Ramos e sua mulher Floriana Ferreira de Araújo como doadores de um terreno em considerável extensão confrontando com os Martins Alfenas. A Capela permaneceu como filial da Matriz de Cabo Verde até 14 de julho de 1832, quando a Regência Trina Permanente criou a Freguesia de São José dos Alfenas. Em 7 de outubro de 1860, a Freguesia foi elevada a categoria de vila, como nome de Vila Formosa de Alfenas. A 15 de outubro de 1860, a vila passou à categoria de cidade,com o nome de Formosa de Alfenas, depois, a 23 de setembro de 1871, simplificado para Alfenas, para não confundir com outra de mesma denominação, em Goiás. Assim vemos que, desde o início, o nome da família Martins Alfena está ligado à fundação e à evolução do local.


 Em relação à Família Martins Alfena que é a mesma Família Martins Borralho, da Freguesia de São Vicente da Alfena, Portugal, cujo antepassado mais antigo deste ramo, até agora estudado, foi Isabel Martins Borralho que, em 12 de novembro de 1694, casou-se com Manuel Antônio, na mesma freguesia, segundo pesquisa de Celso do Lago Paiva. Dois filhos deste casal, José e Francisco, passaram para o Brasil, estabelecendo-se nas Minas Gerais do século XVIII. Seguindo o costume português, acrescentaram o toponímico de seu local de origem ao apelido (sobrenome) de família.

Segundo Marta Amato, a família Martins Alfena, em Minas Gerais, começa em Aiuruoca com estes dois irmãos, José Martins Borralho e Francisco Martins Borralho, naturais da freguesia de São Vicente da Alfena, Concelho de Valongo, Distrito, Comarca e Diocese do Porto, na província de Douro Litoral, Portugal. No século XIX, este nome se estendeu à cidade de Alfenas.

Quanto ao sobrenome Alfena, Marcos Rodrigues Chaves afirma que em Genealogia, chamamos os nomes de família de Apelido. Aliás, ao contrário do Brasil, onde generalizou-se chamar de apelido aos cognomes e alcunhas, em Portugal esta a é denominação corrente dos sobrenomes. Sempre foi costume generalizado dos portugueses que emigravam acrescentar o nome de seu local de origem ao apelido (sobrenome) de família. Exemplo muito conhecido é o de João Francisco Junqueira, patriarca daquela nobre linhagem, que nasceu em 1727, na aldeia de São Simão da Junqueira, termo de Barcelos, no Arcebispado de Braga.


Assim também procederam os membros da família Martins Borralho, da Freguesia de São Vicente de Alfena, cujos descendentes tomaram o apelido Martins Alfena como seu nome de família. Tal origem do sobrenome Alfena sempre foi conhecida pelos descendentes desta família, portanto não procedem as informações de Alexandre da Silva Mariano, em discurso de 14 de junho de 1932; de Romeu Vieira e Nelson Ferreira Lopes, dizendo: “.... arbusto da família das oleínas, abundante no lugar onde residiam os Martins”, dando a entender que os Martins acrescentaram o nome Alfena ao seu apelido por causa da existência de alfeneiros em sua propriedade. Além do que, o celebrado agrônomo Celso do Lago Paiva afirmou em suas pesquisas que no Brasil nunca foram encontrados Alfeneiros verdadeiros. Quanto à grafia do Nome de Família: Martins Alfena ou Martins Alfenas, é óbvio que quando se refere a uma só pessoa, fala-se no singular: Martins Alfena; quando se refere a mais de uma pessoa, fala-se: os Martins Alfenas. Artur Nogueira Campos, no magistral artigo NOMES PRÓPRIOS – Flexão, Ortografia e Indexação Alfabética (CAMPOS, Arthur Nogueira – NOMES PRÓPRIOS – Flexão, Ortografia e Indexação Alfabética – in Revista da ASBRAP Nº 2 – Rumograf – 1995 – p. 261-166), muito bem fundamentado nas melhores gramáticas da língua portuguesa, afirma que se os substantivos comuns são flexíveis, os próprios também são; flexionam-se segundo o gênero, o número e o grau. E, citando Aurélio Buarque de Holanda, diz: “Os nomes próprios personativos, locativos e de qualquer natureza, sendo portugueses ou aportuguesados, estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns”. Citando também o Dicionário de Questões Vernáculas, do respeitado filólogo Napoleão Mendes de Almeida, diz: “ O plural dos nomes próprios segue as mesmas regras dos nomes comuns: os Andradas, os Ferreiras, os Sotomaiores, as Peixotas, os Meneses, os Luíses, as Ineses, os Queiroses, os Joães, os Loureiros de Melo, dois Rafaéis, vários Canalettos, os Miguel-Ângelos (Miquelângelos) do Vaticano”.

Os nomes pessoais, os prenomes, os sobrenomes ou nomes de família, os patronímicos, os apelidos, os hipocorísticos, as alcunhas, os ápodos, os cognomes, os epítetos, os pseudônimos, os títulos, os toponímicos e os topônimos são todos flexíveis segundo as mesmas regras autorizadas para os substantivos comuns.

Continuando com Napoleão Mendes de Almeida, o autor observa no inciso 2, que nos nomes compostos, só um elemento do composto varia quando só ele é variável: o Pires de Camargo, os Pires de Camargo; o Oliveira Pires, os Oliveiras Pires. Tal é o caso do sobrenome Martins Alfena ! Ora, Martins já está no plural, portanto não pode variar, restando a flexão numérica apenas ao nome Alfena. Portanto diz-se os Martins Alfenas ou a família Martins Alfena, ou os Alfenas ou a família Alfena. Esta é a norma culta da língua Portuguesa, que os antigos tanto prezavam. Portanto não procede a afirmação contida em Pioneiros Desconhecidos : “Os Martins Alfena (sic) também foram pioneiros. Trouxeram o seu nome da Alfena portuguesa. Aqui foi-lhe acrescentado um ‘S’, que tornou o nome mais elegante e mais sonoro” (cf. AYER, Aspásia Vianna Manso Vieira – Pioneiros Desconhecidos –Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – Volume XX – Imprensa Oficial-BH-MG – 1986 - p. 96).

 

Fonte: wikipedia.org


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